Tópico 7: Vestes Litúrgicas
Veste litúrgica ou Paramento Litúrgico refere-se a todas as roupas prescritas, obrigatórias ou facultativas, para a celebração de qualquer liturgia ou culto. Trata-se portanto de uma roupagem cerimonial, de caráter sagrado.
A Batina:
A batina é uma roupa eclesiástica, própria dos seminaristas, clérigos (diáconos, presbíteros - padre e bispos). Tradicionalmente, possui 33 botões de alto a baixo, representando a idade de Cristo, cinco botões em cada punho, representando as cinco chagas de Cristo.
O Amito:
É um retângulo de tecido branco, normalmente de linho ou algodão e com uma cruz ao meio, tendo fitas ou cordões em duas das pontas. Serve para colocar à volta do pescoço, atando-se no peito com as fitas. Todos os ministros que vestem alva, podem vestir o amito. O seu uso é obrigatório sempre que a alva ou túnica não cubra totalmente a roupa que se usa por debaixo na zona do pescoço.
A alva:
é uma veste litúrgica. É vestida sobre a batina ou outra roupa ordinária e sobre o amito, cobrindo todo o corpo até os pés. A sua confecção é feita exclusivamente em tecido branco em material nobre, ao qual se adicionam rendas.
Estola Sacerdotal e Estola Diaconal:
Símbolos de Autoridade e Serviço na Liturgia. Apresentamos com reverência a Estola Sacerdotal e a Estola Diaconal, vestimentas que desempenham papéis distintos e sagrados na liturgia, simbolizando autoridade espiritual e serviço dedicado à comunidade de fé.
ESTOLA DIACONAL
ESTOLA SACERDOTAl
Dalmática:
é o traje litúrgico próprio do diácono e em outras ocasiões dos bispos (quando se usa uma casula tridentina pode-se usar também) na Igreja Católica. É colocada sobre a alva e a estola. É utilizada na celebração da missa. Aberta dos lados, tem as mangas largas e curtas.
A casula:
é uma veste litúrgica, tradicionalmente era confeccionada em seda ou damasco. O sacerdote veste a casula sobre a alva e a estola, para a celebração da missa. As cores desse paramento variam conforme o período do rito litúrgico em que a missa é celebrada.
Capa pluvial ou capa de asperges:
é usado pelo sacerdote nas procissões e outras funções sagradas, segundo as rubricas próprias de cada rito.

Barrete eclesiástico ou litúrgico:
uma veste litúrgica usada pelo clero durante as celebrações litúrgicas e/ou sempre que estejam de vestes corais ou sagradas para cobrir a cabeça. Tem vários formatos, mas o mais comum é de forma quadrada com três palas na parte superior e com uma borla ao meio.
HÁ BARRETES DE: Bispo, Cardeal, Monsenhor, cônego e padre
A mitra:
É um capacete. Ela é colocada sobre o solidéu e sobre a cabeça. Quem usa mitra é quem tem o sacramento da ordem no terceiro grau.
O Ferraiolo:
O Ferraiolo é um tipo de capa usada tradicionalmente em ocasiões formais, não-litúrgicas. Usada pelos clérigos sobre a Batina em ocasiões como formaturas e atos cívicos.
O Capa Magna:
A Capa magna (literalmente, "grande capa") é um volumoso manto eclesiástico com uma longa cauda, utilizada na Igreja Católica por cardeais, bispos, e alguns outros prelados honorários. Não é uma peça de vestuário litúrgico, mas sim jurisdicional, utilizada com as vestes corais. A capa é presa sob a mozeta e sua parte posterior é segurada por um acólito, denominado "caudatário".
As quirotecas:
Luvas episcopais ou quirotecas são vestimentas litúrgicas usadas por bispos, cardeais e alguns abades da Igreja latina. Os cristãos orientais nunca as usaram, e as vestimentas gregas que correspondem às luvas latinas são os punhos, que escondem as extremidades das mangas.
Férula papal:
É uma insígnia papal, em forma de bastão alto encimado pela cruz.

O báculo:
É um cajado episcopal, com a ponta em forma de arco, usado por bispos ou outras denominações católicas.
O solidéu:
É uma espécie de boina de seda usada por bispos e outros clérigos. Os bispos o usam de cor violácea; os cardeais, vermelho; o papa, branco. Alguns padres também o usam na cor preta ou marrom. O nome deriva da expressão “soli Deo”, isto é, só diante de Deus. Por isso, o tiram sempre diante do Santíssimo Sacramento. Na Missa o tiram no início do prefácio e o recolocam depois da comunhão. Os cardeais e bispos tiram o solidéu no momento em que saúdam o Santo Padre, em sinal de respeito.
O Pálio episcopal:
É uma insígnia episcopal utilizada pelos arcebispos para expressar a comunhão daquele que está à frente de uma arquidiocese com o Santo Padre.
O Pálio Papal:
Usado pelo Papa, consiste em uma faixa em formato de “Y” feita de lã branca que é colocada sobre os ombros deles. Essa insígnia representa a ovelha que o pastor carrega nos ombros, assim como fez Cristo com a ovelha perdida.